Entenda por que a Polícia Federal recusou a delação de Daniel Vorcaro no Caso Master

21 de MAIO de 2026 • Por:

A Polícia Federal (PF) recusou a proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após considerar insuficientes as informações entregues pelo banqueiro sobre o esquema investigado na Operação Compliance Zero. A decisão foi comunicada à defesa de Vorcaro nesta terça-feira (20).

Como informou O Brasilianista, investigadores avaliaram que Vorcaro deixou de apresentar detalhes considerados essenciais para o avanço das investigações.

A avaliação interna da PF é de que o banqueiro teria omitido informações e protegido pessoas que ajudaram a manter o funcionamento do esquema de fraudes atribuído ao Banco Master.

A investigação apura um rombo estimado em R$ 50 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mecanismo responsável por garantir aplicações financeiras em instituições bancárias.

Regras para delação ficaram mais rígidas

As exigências feitas pela Polícia Federal seguem parâmetros que passaram a ser aplicados de forma mais rigorosa após mudanças na legislação da colaboração premiada.

O criminalista Leandro Sarcedo, professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), explicou anteriormente ao O Brasilianista que, desde o pacote anticrime aprovado em 2019, o colaborador precisa apresentar relato integral e provas efetivas para conseguir benefícios no acordo.

“O colaborador não pode mentir, omitir ou esconder informações. Ele precisa trazer elementos concretos que acrescentem algo à investigação”, afirmou Sarcedo.

O advogado também explicou que o investigado assume obrigações permanentes ao aderir à colaboração premiada, incluindo o compromisso de dizer a verdade em depoimentos futuros e abrir mão do direito ao silêncio em relação aos fatos confessados.

As mudanças na legislação reduziram a margem para acordos considerados vagos ou incompletos, principalmente em investigações envolvendo crimes financeiros complexos e estruturas empresariais.

Leia a íntegra em O Brasilianista

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